Índices são sempre bons?
Sabemos amplamente que índices são ferramentas que ajudam no desempenho de qualquer SGBD. Mas, como qualquer outro recurso, existe um equilíbrio entre custo e benefício. Em muitas situações, vale a pena usar índices, mas eles também têm seu preço.
E quando eles se tornam um problema? — Segura essa pergunta. Primeiro, vamos entender como um índice funciona.
Um índice é uma estrutura de dados auxiliar que guarda referências ordenadas dos registros da tabela, baseado em um ou mais campos. Na prática, ele acelera buscas que usam WHERE, JOIN, ORDER BY e GROUP BY.
Esse é o básico sobre índices, mas tem um exemplo clássico que deixa tudo mais claro:
Imagina que uma tabela é um livro. Agora, imagina que esse livro não tem um índice. Se você quiser ler sobre um assunto específico, vai ter que folhear página por página até encontrar, né? E isso pode custar tempo… O índice de um livro resolve isso, organizando por capítulos, tópicos e referenciando suas páginas. Nos bancos de dados, os índices fazem a mesma coisa: criam um caminho mais curto até os dados.
Ok! Entendemos, de maneira simplificada, como um índice funciona e qual o seu benefício.
Tá, mas e quando eles se tornam um problema?
Os índices tornam instruções SELECT extremamente mais rápidas, mas, apesar desse benefício, eles ocupam mais espaço e tornam operações de INSERT, UPDATE e DELETE mais lentas.
Mas por quê…?
Bom, os índices impactam essas operações porque adicionam um custo extra de manutenção e reestruturação. Quando você insere um registro em uma tabela que tem índice, o banco de dados precisa:
- Inserir o dado na tabela,
- Atualizar os índices relacionados ao novo registro,
- Reorganizar a estrutura do índice.
O custo aumenta conforme a quantidade de índices. Quanto mais índices existem na tabela, mais deles precisam ser atualizados.
O índice se torna um problema quando não tem utilidade, ou seja, não faz o que deveria fazer e só gera custo para as operações no banco de dados. Muitas vezes, acabamos negligenciando que índices podem perder sua funcionalidade ao longo do tempo ou, pior, nunca terem sido usados de fato. Esse é um ponto que DBAs devem monitorar e otimizar.
Fica para o próximo artigo: como identificar índices não utilizados na prática e como analisar se eles realmente valem a pena!
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