Infraestrutura Ágil: TI versionada como um software!

Infraestrutura Ágil: TI versionada como um software!

Os métodos ágeis fizeram a área de desenvolvimento de software evoluir muito, através do desenvolvimento de softwares baseados em testes e garantindo entregas contínuas. Da mesma forma que este processo foi essencial para esta área, é fundamental estabelecer padrões que tornem sua infraestrutura ágil e possibilitem a evolução dos SysAdmin para a era DevOps. Se o desenvolvimento de software é ágil para atender a demanda do negócio a infraestrutura também tem que ser.

O conceito de Infra Ágil surgiu para otimizar os processos para alterações e implantações na área de operações de TI. O que levava horas, dias ou até semanas para serem concluídas passa a ser feito em poucos minutos, com garantia e segurança.

Como funciona?

Com a Infra Ágil, modificações em configurações e implantações na Infraestrutura não serão mais realizadas manualmente por analistas. Se o fizerem sem seguir os processos, serão automaticamente desfeitas para garantia do ambiente de produção. As alterações deverão ser realizadas por intermédio das ferramentas Puppet, Ansible e/ou Phyton que as aplicarão de forma autônoma. As modificações desejáveis devem ser definidas em arquivos de configurações desses programas e são chamadas de scripts.

Esses scripts são versionados no Gitlab – da mesma forma que é feito com o código de um software em desenvolvimento. Assim pode-se manter um histórico com todas as modificações feitas na infraestrutura que poderão ser auditáveis e reversíveis. Para modificar um servidor é preciso apenas realizar um commit do script relacionado.

A metodologia Ágil proposta poderá ser aplicada em um infra para aplicações web ou não, independentemente da linguagem de programação utilizada (php, .NET, C#, Java, VB, JSP, JavaServerlets, Nodes.js, etc).

Um fluxo chamado de Pipeline de Entrega será definido com o cliente e configurado na ferramenta de Integração contínua Jenkins. Esse fluxo ditará todas as ações necessárias para uma modificação entrar em ambiente de produção como também definir relação entre as ações. Testes serão executados automaticamente em ambiente de homologação e em produção. Uma etapa definida só seguirá se a anterior for concluída com êxito.

Se preciso, servidores poderão ser criados durante a execução de um pipeline seja para uma realização de uma ação pontual, com a própria infraestrutura necessária para fazer os testes, ou para suportar uma nova aplicação em desenvolvimento ou testes. Esses servidores poderão ser removidos após um período, que pode ser logo após a conclusão de uma execução ou ao fim de um projeto. Esses ambientes temporários podem ser criados através de instâncias no Docker ou qualquer outro virtualizador e permitem a criação de ambientes por demandas e otimizar o uso de recursos computacionais.

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Rodrigo Rodrigues Dias
Rodrigo Rodrigues Dias 9 posts

<p>Trabalha com Linux desde 2001, onde começou com o extinto Conectiva Linux. Atuou em empresas de Consultoria e Telefonia IP e é certificado LPIC-3 303/304 e Exin DevOps Master. Foi Redator das revistas Linux PC Master e as edições extras com os saudosos CDs com as principais distribuições Linux do mercado. Foi também responsável pelo conteúdo da revista .NET, publicação inglesa adaptada ao Brasil e especializada no desenvolvimento e design web. Também foi o principal redator da Revista do CD-ROM, que marcou época.<br /> Atua hoje como Líder de Pré-Vendas da 4Linux onde auxilia clientes na definição de seus projetos Open Source. Já ministrou curso de formação Linux e Alta Disponibilidade, foi responsável pela Infraestrutura e Gerência de Projetos na 4Linux.</p>

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